Dentro

Publicado novembro 29, 2011 por Carol Néspoli
Categorias: Minhas palavras

Ninguém disse que seria fácil. Aliás, ninguém me disse nada e eu sequer pensei que a coisa poderia se transformar em alguma coisa. Talvez, o mundo tenha dito pra si próprio, naquele famoso disse-me-disse tão comum nestes casos, que daria samba, cantiga de roda, de amor ou dor, porque de alguma forma, haveria música e “som e fúria”.

De orelha em orelha, a minha, vermelha e quente e, ao menos pra mim, orelha pegando fogo é, foi e sempre será sinônimo de que existe algo além de nós mesmos, querendo dizer o que, no fundo, já está dentro de nós. Leia-se fundo como, literalmente, fundo, porque é no fundo mesmo, e lá dentro – nesse grande labirinto que é ser alguém –, existe sempre uma resposta clara e evidente. Afora isso, tudo é subterfúgio e ilusão, afinal, o que existe além de nós, só existe a partir de nós.

(Tem sempre uma pulga atrás das orelhas do mundo, atormentando os tímpanos alheios fosse um diabinho teimoso e insistente).

Ergo o queixo e sigo em frente. E se escrevo, é pra organizar esse falatório alocado no fundo.

Porque se escrevo é pra poder escutar com sobriedade que sim, a coisa se transformou em coisa e que, se não é fácil ser – ter coisas -, o mais triste é não querer ser nada.

Tudo de melhor ainda está por vir!

Evoé.

Batom vermelho

Publicado outubro 26, 2011 por Carol Néspoli
Categorias: Citações, Minhas palavras

Apago o que escrevo, porque vogal em vão. Falta trans(piração). A palavra certa. O toque hot, sangue, quente, naquele momento sublime e inesperado. Falta jazz e aquele passo quase tango que faz o calor subir até o rosto e rosar.

Corar. Porque o coro tá tão distante daquele choro gostoso de chorar. De gozar a palavra molhada. E escrachada.

Tem faltado o grito afinado quando se canta feliz e despretensiosamente, mas com voz suficiente para ir além da nota e do tom. Nota-se falta de energia e timbre e blush, quando o cílio adormecido. E, fato, o olhar está mais para peixe morto e a voz muda e seca e monossilábica.

Talvez, a ausência de figurinos e personagens tem mantido o corpo na sombra, apagado. Porque é e sempre foi importante para mim, vestir-me de outras fontes e desbravar sempre novos cenários. E itinerários…

Tem faltado maquiagem. E aquele olhar que tudo suga.

Canto, porque canário. Choro porque gaiola.

(Música: Regina Spektor)

Descobrindo novas poesias…

Publicado outubro 11, 2011 por Carol Néspoli
Categorias: Citações

Gestação de palavras

Publicado outubro 5, 2011 por Carol Néspoli
Categorias: Minhas palavras

Depois de um longo silêncio. Após uma fase de degustação e digestão dos acontecimentos recentes. Aqui. Novamente as palavras me implorando para se mostrarem nem tão redondas. Muitos sonhos lembrados ao amanhecer. Alguns, como metas, sendo concretizados. E o medo travestido de não sei o quê. Porque nunca sei o que sentir diante dos fatos que se me acometem sem querer. Bethânia rolando na “vitrola” e a vontade de resgatar os bolachões; de abrir os armários para, além de arejar o futuro que, inesperadamente chegou e se misturou com tudo o que já aconteceu, relembrar o passado já ido sem perceber – porque os anos passam de verdade e isso não é história para boi dormir.

Depois de um longo momento ‘sem palavras’ ou, com as palavras presas ou, ainda, com as palavras em ebulição, eis-me aqui, tentando entender a vida com suas facetas tão místicas e, pedindo com toda humildade que um ser pode trazer em si, para que o universo me ajude a gerir, da melhor forma possível, tudo o que está sendo programado para nascer, bem como a digerir e aceitar tudo aquilo que já pari – sem que eu pudesse ter percebido já ter parido.

Clara Lua?

Publicado setembro 4, 2011 por Carol Néspoli
Categorias: Citações, Minhas palavras

O mais engraçado é que sonhei com essa música – ou, simplesmente acordei pensando nela. Letra por mim conhecida, apesar de já não me recordar exatamente do significado da mesma.

Segue abaixo o resumo da minha perplexidade e espanto e alegria, depois de me deparar com o “sinal”:

Na falta de inspiração, Amy!

Publicado agosto 24, 2011 por Carol Néspoli
Categorias: Citações, Minhas palavras

Tal música fala por si. Não por mim, neste momento, mas é tão boa.

Um passo atrás…

Publicado agosto 17, 2011 por Carol Néspoli
Categorias: Minhas palavras

Muito! Acredito naquilo que tem nome, mas não existe. E não se apalpa e alucina. Da não existência, se dissolve na imensidão que é o mundo.

Traço linhas como metas de vida que nunca se encontram, porque desacreditam – fosse alívio para aquilo que já está pré-concebido.

Quero poder escrever uma história bonita. Quero poder escrever a minha história.

Porque às vezes acho que estou sonhando!

Publicado agosto 8, 2011 por Carol Néspoli
Categorias: Minhas palavras

E eu quero acreditar que é TUDO VERDADE. E que é de carne e osso. E que é pra sempre!

Devo resgatá-los?

Publicado agosto 2, 2011 por Carol Néspoli
Categorias: Citações, Minhas palavras

Quando os sonhos ficam engavetados…

BANKSY:

O dom de existir

Publicado julho 27, 2011 por Carol Néspoli
Categorias: Minhas palavras

Não busco olhares. Meu desejo vai além do tom de iludir (me). O que anseio é ainda maior do que o simples prazer; é avesso ao reflexo de olhares famintos por aplausos.

Meu caminho sempre será o percurso em direção a um sentido – àquilo que me dê um.

É que minha carência é no plano existencial. E nesse sentido, meu preço não é nada barato.


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