Gestação de palavras
Depois de um longo silêncio. Após uma fase de degustação e digestão dos acontecimentos recentes. Aqui. Novamente as palavras me implorando para se mostrarem nem tão redondas. Muitos sonhos lembrados ao amanhecer. Alguns, como metas, sendo concretizados. E o medo travestido de não sei o quê. Porque nunca sei o que sentir diante dos fatos que se me acometem sem querer. Bethânia rolando na “vitrola” e a vontade de resgatar os bolachões; de abrir os armários para, além de arejar o futuro que, inesperadamente chegou e se misturou com tudo o que já aconteceu, relembrar o passado já ido sem perceber – porque os anos passam de verdade e isso não é história para boi dormir.
Depois de um longo momento ‘sem palavras’ ou, com as palavras presas ou, ainda, com as palavras em ebulição, eis-me aqui, tentando entender a vida com suas facetas tão místicas e, pedindo com toda humildade que um ser pode trazer em si, para que o universo me ajude a gerir, da melhor forma possível, tudo o que está sendo programado para nascer, bem como a digerir e aceitar tudo aquilo que já pari – sem que eu pudesse ter percebido já ter parido.
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outubro 5, 2011 às 14:49
Que seja feita a vossa vontade
outubro 8, 2011 às 6:09
porque os anos passam de verdade e isso não é história para boi dormir.
esta frase me arrebatou. O texto é o seu contexto, pelo avesso, suas palavras do estouro oue reflete.
bjs,
Zon