Gestação de palavras

Depois de um longo silêncio. Após uma fase de degustação e digestão dos acontecimentos recentes. Aqui. Novamente as palavras me implorando para se mostrarem nem tão redondas. Muitos sonhos lembrados ao amanhecer. Alguns, como metas, sendo concretizados. E o medo travestido de não sei o quê. Porque nunca sei o que sentir diante dos fatos que se me acometem sem querer. Bethânia rolando na “vitrola” e a vontade de resgatar os bolachões; de abrir os armários para, além de arejar o futuro que, inesperadamente chegou e se misturou com tudo o que já aconteceu, relembrar o passado já ido sem perceber – porque os anos passam de verdade e isso não é história para boi dormir.

Depois de um longo momento ‘sem palavras’ ou, com as palavras presas ou, ainda, com as palavras em ebulição, eis-me aqui, tentando entender a vida com suas facetas tão místicas e, pedindo com toda humildade que um ser pode trazer em si, para que o universo me ajude a gerir, da melhor forma possível, tudo o que está sendo programado para nascer, bem como a digerir e aceitar tudo aquilo que já pari – sem que eu pudesse ter percebido já ter parido.

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2 Comentários em “Gestação de palavras”

  1. Fábio Prestes Diz:

    Que seja feita a vossa vontade

  2. Zon Diz:

    porque os anos passam de verdade e isso não é história para boi dormir.

    esta frase me arrebatou. O texto é o seu contexto, pelo avesso, suas palavras do estouro oue reflete.

    bjs,
    Zon


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