Dentro
Ninguém disse que seria fácil. Aliás, ninguém me disse nada e eu sequer pensei que a coisa poderia se transformar em alguma coisa. Talvez, o mundo tenha dito pra si próprio, naquele famoso disse-me-disse tão comum nestes casos, que daria samba, cantiga de roda, de amor ou dor, porque de alguma forma, haveria música e “som e fúria”.
De orelha em orelha, a minha, vermelha e quente e, ao menos pra mim, orelha pegando fogo é, foi e sempre será sinônimo de que existe algo além de nós mesmos, querendo dizer o que, no fundo, já está dentro de nós. Leia-se fundo como, literalmente, fundo, porque é no fundo mesmo, e lá dentro – nesse grande labirinto que é ser alguém –, existe sempre uma resposta clara e evidente. Afora isso, tudo é subterfúgio e ilusão, afinal, o que existe além de nós, só existe a partir de nós.
(Tem sempre uma pulga atrás das orelhas do mundo, atormentando os tímpanos alheios fosse um diabinho teimoso e insistente).
Ergo o queixo e sigo em frente. E se escrevo, é pra organizar esse falatório alocado no fundo.
Porque se escrevo é pra poder escutar com sobriedade que sim, a coisa se transformou em coisa e que, se não é fácil ser – ter coisas -, o mais triste é não querer ser nada.
Tudo de melhor ainda está por vir!
Evoé.
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novembro 29, 2011 às 18:22
Agradeço pelo que de bom já veio!